(...)
-Quando gosto muito de alguém não lhe revelo o nome, seja a quem for. Seria como entregar uma parte dele. Habituei-me a amar o segredo. Parece-me a única coisa capaz de tornar-nos a vida moderna misteriosa ou encantadora. O acontecimento mais banal torna-se delicioso só pelo fato de que o ocultamos. Hoje em dia, quando me auseto da cidade, nunca digo aos meus para onde vou. Se dissesse, perderia todo o prazer. É um hábito tolo, creio eu, mas, de certo modo, parece dar um colorido romântico à nossa vida. Com certeza você acha tudo absurdo o que estou dizendo?
- Nada disto - Replicou Lord Henry.- Nada disto, caro Basil. Você parece ter-se esquecido de que sou casado, e o único encanto do casamento é tornar uma vida de engano absolutamente necessária a ambos os cônjuges. Nunca sei onde minha mulher se acha, e ela nunca sabe o que estou fazendo. Quando nos encontramos - e isto às vezes acontece, quando jantamos fora, ou vamos à casa do duque- contamos um ao outro as histórias mais absurdas, com o ar mais sério deste mundo...
Me identifiquei e gostei muito desse trecho:
ResponderExcluir"Hoje em dia, quando me auseto da cidade, nunca digo aos meus para onde vou. Se dissesse, perderia todo o prazer. É um hábito tolo, creio eu, mas, de certo modo, parece dar um colorido romântico à nossa vida."
Achei o seu blog "protege moi", digitando "Pessoas são decepcionantes" no google. Li seus posts de lá, e esses de autores que você já leu.
Parabéns por ambos blogs (não tinha como comentar no outro)